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Coletivo Nacional de Juventude conclama luta pelo Fim do Imposto Sindical

24/04/2012

Escrito por: William Pedreira

 

O 11º Congresso Nacional da CUT está marcado para ocorrer entre os dias 9 e 13 de julho. Mas os debates sobre a estratégia de atualização do projeto político organizativo visando à disputa de modelo de sociedade e organização interna da Central já estão ocorrendo em todo o país. As etapas preparatórias para o Congresso Nacional envolve assembleias de base e os congressos estaduais.

 

O Congresso Nacional deverá reunir em São Paulo militantes sindicais de todas as regiões do País, deliberando sobre os rumos da central para o próximo período, levando em conta a conjuntura política e social de nosso país.

 

Partindo da análise do texto base, o Congresso foi tema de debate nesta terça-feira (24) durante o Coletivo Nacional de Juventude. A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, representando a coordenação do Congresso, falou sobre a construção democrática do texto base e seus desafios.

 

Rosane lembrou que a CUT nasceu em 1983 buscando a ruptura do movimento sindical vigente, na qual os sindicatos eram atrelados ao estado, com o seu financiamento sendo bancado majoritariamente pelo Imposto Sindical.

 

“Infelizmente, esse famigerado imposto continua financiando sindicatos e dirigentes sindicais que nada fazem pela sua categoria. Só com o fim do imposto sindical que conseguiremos romper definitivamente com este modelo sindical arcaico”, enfatiza a secretária da Mulher Trabalhadora.

 

 

A CUT lançou no último dia 8 de março uma Campanha por Liberdade e Autonomia Sindical. Umas das ações desta campanha é o Plebiscito Nacional sobre o Fim do Imposto Sindical, com urnas espalhadas por todo o Brasil, em ruas, fábricas, locais de trabalho e de grande movimentação, para que o/a trabalhador/a possa votar e mostrar seu descontentamento contra este desconto compulsório de um dia de trabalho.

 

“Romper com a estrutura sindical vigente é fortalecer o sindicalismo combativo. É dar voz ao trabalhador para que possa escolher democraticamente como financiar seu sindicato. Quem vai para base dialogar com os trabalhadores, quem luta pelos direitos da categoria, não têm medo de acabar com o imposto, porque sabe que o trabalhador saberá reconhecer a luta e que é importante contribuir para o fortalecimento de sua entidade visando a conquista de novos direitos”, lembra Rosane.

 

A dirigente da CUT citou como exemplo o serviço público, onde a maioria dos sindicatos filiados à Central sobrevive apenas com a mensalidade do trabalhador sindicalizado. “Se o Sindicato está presente na luta cotidiana dos trabalhadores, não haverá dúvida quanto a importância em financiar seu sindicato. Por isso é fundamental a implementação da Convenção 151, que se refere à organização sindical e ao processo de negociação dos trabalhadores dos serviços públicos, para que a entidade não fique a mercê dos governos, que muitaa vezes agem de forma truculenta ou judicializam a luta da classe trabalhadora”, destaca Rosane.

 

Foi disponibilizada durante o Coletivo uma urna para votação no Plebiscito Nacional sobre o Fim do Imposto Sindical. Diversos jovens, representando sua CUT no Estado ou sua categoria, como urbanitários, metalúrgicos, servidores, bancários, trabalhadores rurais, farmacêuticos, papeleiros, do ramo da alimentação, entre outros, aproveitaram e disseram não ao imposto sindical. Se você ainda não votou procure a CUT no seu Estado e veja onde há uma urna ou vote pela internet através do endereço http://diganaoaoimposto.cut.org.br/

 

 

Paridade em destaque – uma discussão que deverá ser levada para dentro do Congresso da CUT é a paridade entre homens e mulheres, ou seja, sobre a presença de 50% de representantes de cada gênero nas direções de toda a estrutura da Central (confederações, federações e sindicatos). “As mulheres são 42,6% trabalho produtivo, maioria na sociedade, mas ainda são sub-representadas politicamente. Este debate sobre paridade é mais do que um número. É a construção de condições para dar visibilidade a luta das mulheres no interior da CUT e na sociedade”, destaca Rosane.

 

Renovação para avançar – a dirigente da CUT defendeu a maior presença de jovens nas instâncias internas da Central iniciando um processo de renovação. Apesar dos cursos de formação da CUT contarem com uma grande participação de jovens, há a clara concepção da importância de um projeto específico de formação sindical para a juventude, com olhar para a negociação coletiva. ”É preciso preparar o jovem para intervenções qualitativas, lutando para implementar nas convenção coletivas questões sociais prioritárias que vão além da pauta econômica. Se não fortalecer seus dirigentes os temas relacionados a juventude dificilmente serão incluídos”, avisa Rosane.