Diga não ao imposto sindical VOLTAR

Artigos, Clipping e Notícias

CUT-MG coleta votos para o Plebiscito sobre o Fim do Imposto Sindical

25/04/2012

Escrito por: CUT-MG

 

Com coleta de milhares de votos e assinaturas, a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) lançou nesta terça-feira (24) em Belo Horizonte o Plebiscito sobre o Fim do Imposto Sindical, que faz parte da Campanha Nacional por Liberdade e Autonomia Sindical. A atividade, realizada na Praça 7, região Central da capital mineira, foi encerrada com um ato público, que contou com a coordenação do presidente da CUT-MG, Marco Antônio de Jesus; do secretário-geral da Central, Carlos Magno de Freitas; da secretária de Formação Lourdes Aparecida Jesus de Vasconcelos; e do secretário de Administração e Finanças, Reginaldo Tomaz de Jesus.

 

A votação começou pela manhã, com a instalação das urnas na Praça 7 e a presença de Shakespeare Martins de Jesus, da Executiva Nacional da CUT. Trabalhadores e trabalhadoras poderão votar até o dia 15 de junho. As urnas estarão à disposição na Praça 7, nas sedes dos sindicatos CUTistas e no interior, com apoio das regionais da Central e das entidades sindicais locais.

 

O presidente da CUT-MG, Marco Antônio de Jesus, enfatizou que o fim do Imposto Sindical é um dos princípios CUTistas desde a fundação da Central. “A CUT vem às ruas para consultar trabalhadores e trabalhadoras sobre o Imposto Sindical, este tributo que custa a todos os assalariados um dia de trabalho por ano. A CUT é a única central sindical que se posiciona contra esse imposto por considerar que ele é um dos entraves à liberdade e autonomia sindical. É uma montanha de dinheiro que sustenta o peleguismo, que garante a sobrevivência de sindicatos cartoriais. Sem o imposto, os sindicatos precisarão ir às bases e fazer realmente  a ação sindical”, disse Marco Antônio.

 

“A CUT vem fazendo o debate do fim do Imposto Sindical desde 1983, quando a Central foi fundada. Acabar com este tributo é acabar com a sustentação de sindicados que não têm compromisso com os interesses dos trabalhadores. O Plebiscito é uma forma da classe trabalhadora dizer não ao gangsterismo sindical. Sabemos que outras centrais vão ocupar este espaço para defender o Imposto Sindical. Mas temos certeza que a classe trabalhadora vai dizer não a esse imposto”, afirmou Carlos Magno de Freitas, secretário-geral da CUT-MG.

 

Reginaldo Tomaz de Jesus, secretário de Administração e Finanças da CUT-MG, lembrou que o seu sindicato, o Sind-Saúde/MG, nunca precisou do Imposto Sindical. “O tributo só é defendido pelas centrais pelegas. Para a CUT, o trabalhador é que deve decidir, em assembleias, as formas de sustentar o seu sindicato. Se seu sindicato for combativo e garantir conquistas, os trabalhadores vão querer sustentá-lo.”

 

O Plebiscito pelo Fim do Imposto Sindical foi lançado no 11º Congresso da CUT Vale do Aço, realizado nos dias 14 e 15 de abril, em Ipatinga; na Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG, no último sábado (21), em Tiradentes; pelo Sindicato dos Bancários no dia 19 de abril, em Betim; na Federação Estadual dos Metalúrgicos, na última segunda-feira (23);  e no Sindicato dos Metalúrgicos de Extrema, nesta terça-feira (24). A campanha será lançada ainda nas CUTs Regionais do Sul, Norte e Zona da Mata e no Triângulo Mineiro. O lançamento nacional do plebiscito aconteceu no dia 26 de março em Campinas (SP).