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CUT prorroga votação do Plebiscito sobre o Fim do Imposto Sindical

16/04/2012

Escrito por: Artur Henrique, presidente nacional da CUT

 

 

A direção executiva da CUT decidiu ampliar o prazo de votação do Plebiscito Nacional sobre o Fim do Imposto Sindical, em função da grande repercussão e interesse de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país em participar. O Plebiscito “Diga Não ao Imposto Sindical”, que terminaria no dia 30 de abril, foi prorrogado para o dia 15 junho.

O fim deste tributo, que desconta um dia de salário por ano de todos/as trabalhadores/as que têm carteira assinada, é fundamental para a classe trabalhadora brasileira conquistar a liberdade e a autonomia sindicais, bandeiras históricas que fazem parte dos princípios de criação da nossa Central. Já fizemos várias lutas contra a cobraça. A diferença, este ano, é que a CUT decidiu consultar diretamente os maiores interessados para saber o que acham do imposto, indo às ruas, falando com os/as trabalhadores/as em locais de grande concentração como a Central do Brasil, no Rio de Janeiro, aonde estaremos com a militância CUTista no início de maio, no centro de São Paulo onde estivemos na semana passada; ou nas portas de fábricas, de shoppings e em todos os locais de trabalho.

O objetivo da CUT não é acabar com sindicatos, como andam dizendo sindicalistas de outras centrais que defendem a manutenção da cobrança, e sim consolidar sindicatos livres, independentes, autônomos e democráticos, organizados desde o local de trabalho até os níveis nacionais. O fim do imposto é determinante para isso. E o motivo é simples: sem esses recursos os dirigentes terão de sair das sedes, ir até as bases para ouvir os/as trabalhadores/as, negociar, melhorar as condições de trabalho, de salários, de benefícios, enfim, representar os interesses dos/as trabalhadores/as como muitos não veem fazendo atualmente.

Foi por isso que lançamos o Plebiscito pelo Fim do Imposto Sindical, primeira ação da Campanha por Liberdade e Autonomia Sindicais, no dia 26, em uma assembleia na sede da Elektro, em Campinas. E no primeiro dia, em menos de uma hora, mais de 500 trabalhadores da empresa já haviam dito “não” ao imposto sindical. A boa adesão se repetiu em todas as cidades brasileiras onde os nossos dirigentes colocaram as urnas e pediram à classe trabalhadora para dar sua opinião sobre a cobrança.

É importante que fique claro que, em todos os locais onde estamos coletando votos, estamos explicando que a CUT defende total liberdade aos trabalhadores/as. Ou seja, defende que eles é que devem escolher a qual sindicato se filiar e como querem financiar suas entidades. Explicamos, também, que a CUT defende a substituição do Imposto Sindical por uma contribuição negocial, cujo percentual é definido em assembleia amplamente divulgada após as negociações e campanhas salariais feitas pelos sindicatos. Além disso, defendemos a ratificação da Convenção 87 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, que trata de liberdade sindical e proteção do direito sindical.

Queremos uma lei que garanta organização no local de trabalho, acesso dos dirigentes aos trabalhadores para convencê-los da importância de se associar aos sindicatos; que proíba a criação de entidades sindicais por empresários e acabe com as práticas antissindicais que ainda existem no país, como por exemplo, patrões que ameaçam de demissão trabalhadores/as que quiserem se associar a sindicatos.

A Campanha Nacional por Liberdade e Autonomia Sindical da CUT vai até agosto do ano que vem, quando a central completa 30 anos. No próximo dia 30 divulgaremos a primeira parcial sobre a votação do Plebiscito sobre o Fim do Imposto Sindical, que é a primeira ação desta campanha.

E no início de julho, durante 11º CONCUT – Congresso Nacional da CUT que vai escolher a nova diretoria, lançaremos a segunda fase da campanha cujo objetivo é recolher milhares de adesões a um abaixo assinado em apoio a ratificação da Convenção 87 da OIT. Artur Henrique - Presidente Nacional da CUT