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CUT Rondônia inicia coleta de votos no Plebiscito sobre imposto sindical

11/04/2012

Escrito por: CUT Nacional

 

 

Quem tem base e defende os direitos da classe trabalhadora não tem medo do fim deste imposto, diz secretaria da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva, durante lançamento

 

A CUT lançou nesta quarta-feira (11), em Rondônia, o Plebiscito Nacional sobre o Imposto Sindical, primeira ação da Campanha Nacional por Liberdade e Autonomia Sindicais. O objetivo do Plebiscito é ouvir os trabalhadores sobre este tributo compulsório, que desconta um dia de salário por ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, seja ou não sindicalizado. 

 

Participaram do lançamento da campanha e do início da coleta de votos representantes de várias categorias profissionais, entre eles, eletricitários, rurais, construção civil e bancários, entre outros. Todos concordaram que o fim deste imposto que banca sindicatos de fachada, que não defendem o interesse do trabalhador, é fundamental para fortalecer a ação sindical. Ou seja, quando tiverem de ir atrás de sócios e mostrar serviço - negociar melhorias nas condições de trabalho e bons reajustes salariais, por exemplo - muitos dos sindicatos que se mantém apenas em função do tributo vão fechar as portas e ninguém sentirá falta. 

 

Para a CUT, o trabalhador é que deve decidir se e como quer manter financeiramente seu sindicato. Para isso, é preciso substituir o imposto por uma taxa negocial, que só pode ser definida depois que o sindicato encerrar um processo de negociação.

 

"Queremos que os trabalhadores decididam os percentuais em assembléias realizadas pelos sindicatos, mas estas assembleias têm de ser convocadas com bastante antecedência e muito bem divulgadas em jornais, rádios e comunicados”, explica Cleiton Santos, presidente da CUT-RO. 

 

Em Rondônia, os dirigentes CUTistas deixaram claro que não têm receio de não conseguir manter a ação sindical, os sindicatos funcionando a todo vapor com o fim do imposto sindical, como dizem os opositores. Muito pelo contrário. Para eles, o fim do imposto é determinante para democratizar a estrutura sindical brasileira.

 

Rosane Silva, secretária Nacional da Mulher Trabalhadorada CUT, explica que este é o diferencial dos dirigentes da Central. Segundo ela, "quem tem base de trabalhadores, defende os direitos da classe trabalhadora, tem forte ação sindical não tem medo de perder a contribuição sindical - mais conhecida como imposto sindical". 

 

Para a secretaria, o trabalhador deve ter liberdade para decidir e as assembleias devem ser a instância máxima dos sindicatos. “É preciso garantir que que o sindicato tenha todas as condições para defender os direitos trabalhistas e os trabalhadores devem ter autonomia para decidir a maneira de contribuir”.

 

O Plebiscito Nacional sobre o Imposto Sindical foi lançado no dia 26, em Campinas, e termina no dia 30 de abril. 

 

Em todo o país, os dirigentes CUTistas estão realizando coletivas, assembleias e coleta de votos em locais de grande concentração.