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Plenária Sindical da CUT-BA discute eleições municipais

02/04/2012

Escrito por: Daniella Sinotti - CUT-BA

Neste sábado, 31, a CUT-BA realizou Plenária Sindical para tratar das Eleições 2012. Na ocasião, ocorreu a solenidade de lançamento do Plebiscito Nacional sobre o Fim do Imposto Sindical. Cerca de 200 dirigentes sindicais e militantes CUTistas estiveram presentes ao auditório do Sindae, na capital baiana, para prestigiar o evento, que contou com a presença de lideranças políticas que tem sua história ligada à CUT. Na ocasião, foi entregue ao deputado federal (PT-BA) Nelson Pelegrino, pré-candidato a Prefeito de Salvador, um documento com algumas propostas do movimento sindical CUTistas para o âmbito municipal. Os deputados estaduais Bira Coroa e Yulo Oiticica, também estiveram presentes à atividade.

 

Pelegrino, em sua fala, lembrou de sua trajetória enquanto militante CUTista, fundador da Central e advogado atuante do campo sindical. Ele defendeu o fim do imposto sindical e ressaltou a importância da CUT e a necessidade de que o movimento sindical participe ativamente das discussões sobre os rumos da cidade. “A luta por esgotamento sanitário, por educação, saúde, acesso a serviços públicos dignos e por políticas públicas segmentadas atende ao interesse dos trabalhadores e deve ser encampada pelo movimento sindical”, salientou.

 

A mesa de abertura do evento foi coordenada pelo presidente da CUT-BA, Martiniano Costa e contou com lideranças das diversas correntes políticas que fazem parte da Central. A mesa foi composta pelos seguintes dirigentes sindicais: o secretário geral do Sindae, Pedro Romildo; a diretora do Siepae, Lívia Moreira; o diretor do Sindiquímica/BA, Carlos Itaparica; o diretor do Sindisaúde, Jamilton Góes; o membro da oposição CUTista dos Metalúrgicos de Camaçari, Antônio Bispo; a representante da oposição CUTista da APLB, Antônia Sampaio.

 

A defesa do fim do imposto sindical foi unânime em todas as falas durante a Plenária. Martiniano Costa ressaltou a necessidade de exterminar os sindicatos cartoriais, chamados sindicatos de gaveta, que existem somente para que seus dirigentes se apropriem do dinheiro que é retirado dos trabalhadores. “A CUT já nasceu defendendo um novo modelo de sindicalismo. Não podemos ser reféns de uma estrutura sindical que nasceu na década de 40, para dar sustentação à ditadura da era Vargas”, salientou.

 

Pedro Romildo lembrou que o Sindae é um dos sindicatos pioneiros no Brasil em não aceitar o Imposto Sindical. “Estamos ativos na luta contra o imposto sindical. A entidade sobrevive da contribuição mensal e espontânea do trabalhador, expressamente autorizada, além da contribuição facultativa após o fechamento dos acordos coletivos, com a ?nalidade de cobrir os altos custos da campanha salarial”, relatou.

 

Lívia Moreira, em sua fala, defendeu o sindicalismo combativo que existe na Central Única dos Trabalhadores. “A CUT dá uma demonstração de maturidade e de sindicalismo realmente comprometido com a causa dos trabalhadores. O imposto sindical precisa ter fim para que tenhamos cada vez mais entidades fortes e com o apoio de sua base, que deve decidir o quanto e como quer contribuir para a luta sindical”, alertou.

 

Carlos Itaparica, além da defender o fim do imposto sindical, salientou a importância histórica da CUT na construção de um novo modelo de sociedade. “A CUT sempre defendeu o fim do imposto sindical, mas agora essa defesa se faz ainda mais importante. Não podemos deixar que o movimento sindical seja tomado por entidades que não defendem de fato os trabalhadores, usurpado por aqueles que visam apenas os rendimentos”, colocou.

 

Antônio Bispo priorizou em sua fala a defesa do fim do imposto sindical enquanto uma bandeira que unifica os CUTistas e que precisa ser encampada em todos os sindicatos da base da Central. “É necessário que a cada sindicato CUTista faça a defesa do fim do imposto e se comprometa firmemente nessa luta, levando as urnas do plebiscito para suas bases, para as fábricas e nas ruas”, defendeu.

 

Antônia Sampaio lembrou a importância do reconhecimento das centrais sindicais, ao tempo em que questionou o peso do imposto sindical para a criação de mais centrais sindicais e de sindicatos que não defendem os trabalhadores. “A APLB se desfiliou da CUT em uma assembleia que tinha menos de 50 pessoas e terminou antes das 9h. Os trabalhadores da base nada puderam fazer para impedir esse ato. A CUT precisa lutar para ter aquilo que é seu de direito. Nós lutamos arduamente para criar uma entidade forte e atuante e precisamos resgatá-la”, alertou.